terça-feira, 28 de julho de 2015
TOMO SUAS MÃOS - CRÍTICA BÁRBARA HELIODORA
barbara heliodora
o globo | 09:32h | 27.jan.2010
Tchekhov comovente e apaixonante
A vasta correspondência trocada entre Anton Tchekhov e Olga Knipper — como eles dizem, primeiro amigos, depois amantes e finalmente marido e mulher, é em si, belíssima e comovente. Pelas cartas podemos ter uma ideia do que passou, em seus últimos anos de vida, um gênio literário que era médico e, por isso mesmo, sabia que sua tuberculose não tinha cura, e que lhe restava cada vez menos tempo para criar sua obra dramática e viver o imenso amor que lhe chegou tarde.
Emoção contida nas cartas está na peça
Com a preciosa correspondência em mãos, a americana Carol Rocamara tinha excepcional material para elaborar sua peça, cujo título “Tomo suas mãos nas minhas” era a conclusão permanente usada por Tchekhov. O material é muito bem organizado, no sentido de dar vida ao processo paralelo da concretização do amor e da morte anunciada. Tchekhov conheceu Olga quando o Teatro de Arte de Moscou estava montando “A gaivota”, ocasião em que o escritor já estava se mudando para Yalta, no sul, por ordens médicas. Boa parte da emoção do texto vem da cobertura feita pelas cartas do apaixonado e doloroso processo das três grandes últimas peças, “Tio Vânia”, “As três irmãs” e “O cerejal”, cada uma produto de esforço maior, dado o agravamento da doença, mas mesmo assim cada uma delas superando a anterior em riqueza de observação do comportamento humano, cada uma retratando com mais acuidade a decadência e a corrupção da amada Rússia.
Encenação é primorosa; direção, minuciosa
A encenação no Teatro do Leblon é primorosa. Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque criam a magia do teatro não pelo palco, mas pelos misteriosos recantos das coxias, do mundo que permite que a magia se mostre. Os figurinos de Kika Lopes são simples mas precisos, com a bonita luz de Maneco Quinderé e a boa trilha de Alexandre Pereira. Não são os holofotes, mas o frio, a doença, a distância que formam o cenário da vida real.
A direção de Leila Hipólito (que também assina a boa tradução) investiga a fundo a riqueza de pensamento e emoção que o texto contém, leva em conta a época, seus hábitos, seus preconceitos, as circunstâncias em que foram passados esses gloriosos seis anos que os dois tiveram para si.
Miriam Freeland, dividida entre o teatro e o amor, fica mais autência quando é Olga, mas busca suas personagens com clareza, enquanto Roberto Bomtempo tem um trabalho excepcionalmente bem dosado para englobar o amor, a doença, a família e sua gigantesca obra teatral.
“Tomo suas mãos nas minhas” é um espetáculo comovente e apaixonante, realizado com toda a dedicação que Tchekhov merece.
Emoção contida nas cartas está na peça
Com a preciosa correspondência em mãos, a americana Carol Rocamara tinha excepcional material para elaborar sua peça, cujo título “Tomo suas mãos nas minhas” era a conclusão permanente usada por Tchekhov. O material é muito bem organizado, no sentido de dar vida ao processo paralelo da concretização do amor e da morte anunciada. Tchekhov conheceu Olga quando o Teatro de Arte de Moscou estava montando “A gaivota”, ocasião em que o escritor já estava se mudando para Yalta, no sul, por ordens médicas. Boa parte da emoção do texto vem da cobertura feita pelas cartas do apaixonado e doloroso processo das três grandes últimas peças, “Tio Vânia”, “As três irmãs” e “O cerejal”, cada uma produto de esforço maior, dado o agravamento da doença, mas mesmo assim cada uma delas superando a anterior em riqueza de observação do comportamento humano, cada uma retratando com mais acuidade a decadência e a corrupção da amada Rússia.
Encenação é primorosa; direção, minuciosa
A encenação no Teatro do Leblon é primorosa. Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque criam a magia do teatro não pelo palco, mas pelos misteriosos recantos das coxias, do mundo que permite que a magia se mostre. Os figurinos de Kika Lopes são simples mas precisos, com a bonita luz de Maneco Quinderé e a boa trilha de Alexandre Pereira. Não são os holofotes, mas o frio, a doença, a distância que formam o cenário da vida real.
A direção de Leila Hipólito (que também assina a boa tradução) investiga a fundo a riqueza de pensamento e emoção que o texto contém, leva em conta a época, seus hábitos, seus preconceitos, as circunstâncias em que foram passados esses gloriosos seis anos que os dois tiveram para si.
Miriam Freeland, dividida entre o teatro e o amor, fica mais autência quando é Olga, mas busca suas personagens com clareza, enquanto Roberto Bomtempo tem um trabalho excepcionalmente bem dosado para englobar o amor, a doença, a família e sua gigantesca obra teatral.
“Tomo suas mãos nas minhas” é um espetáculo comovente e apaixonante, realizado com toda a dedicação que Tchekhov merece.
CONEXÃO CINEMA - BREVE CURRÍCULO
A CONEXÃO CINEMA foi fundada em outubro de 1998 com o intuito de produzir filmes e programas especiais para televisão de excelência artística e técnica. Para isto seus sócios contam com suas largas experiências no campo audiovisual, assim como seu reconhecido talento.
•Produção da peça “TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS”, de Carol Rocamora, tradução, direção Leila Hipólito, com os atores Roberto
Bomtempo e Miriam Freeland e direção do projeto Vittoria Duailibi
• Quatro indicações ao XXIII Edição do Premio SHELL da temporada do Rio de Janeiro:
• Projeto referenciado por editais das empresas: Eletrobrás, Sesc RJ, Sesc SP, Caixa Cultural e Petrobras
• Estreia nacional em 15/01/10 no Teatro Leblon – Sala Tônia Carrero ( Temporada 02 meses)
• Setembro/2010 – Festival de Angra dos Reis – FITA
• Outubro-novembro/2010 – Temporada popular no Sesc Tijuca/RJ
• Novembro/2010 – XII Festival Recife de Teatro Nacional
• Setembro/2011 – Patrocínio da Caixa Cultural para 3 apresentações em Curitiba
• Novembro-dezembro/2011 – Estreia e temporada em São Paulo – Teatro Anchieta – Sesc Consolação
• Setembro/2012 – Festival Porto Alegre em Cena – duas apresentações
• Setembro-outubro/2012 – Circulação pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura ( 2 apresentações em cada uma das
cidades: Campo Grande, Salvador, Belo Horizonte, Vila Velha e Goiânia.
• Janeiro de 2013 – Apresentação na Mostra Panorama Petrobras – Rio de Janeiro – Teatro Sesc Ginástico
•Produção do longa-metragem As Alegres Comadres para cinema e DVD, baseado na peça The Merry Wives of Windsor, de William Shakespeare. Atualmente exibido no Canal Brasil.
•Documentário Antonio Dias – o País Inventado, documentário de 54 minutos. ( Patrocínio: Br Distribuidora)
•Produção do vídeo-dança Duo, prêmio do Festival Internacional Dança Em Foco.
•Assessoria no desenvolvimento, formatação do projeto e captação para o Grupo de Teatro Nós do Morro para a peça adulta Noites do Vidigal, Teatro do Planetário do Rio de Janeiro e Teatro Sesc Ipiranga São Paulo, 2002
•Assessoria no desenvolvimento, formatação do projeto e captação para o Grupo Cultural AfroReggae para a peça Levantando a Lona, da Escola de Circo do AfroReggae no Cantagalo, 2002
•Vídeo arte Magma – sobre a intervenção do artista plástico Heleno Bernardi
•Produção e execução de vídeo institucional para o ITACI – Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – http://www.itacifc.org.br/conheca-nos.htm -http://www.youtube.com/watch?v=DNAf8ezvcdw&feature=youtu.be
•Produção e execução do vídeo institucional para a Art Rio Fair – http://www.artriofair.com.br/site/ http://www.youtube.com/watch?v=Q-8j-6wnZrU
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